Astronadc Pereira, é policial militar, Psicologo e professor. Mais conhecido como Sargento Pereira.

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Astronadc Pereira

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Sargento da PM destaca importância na formação dos profissionais de segurança da PB





Sargento da PM destaca importância na formação dos profissionais de segurança da PB

O sargento da Polícia Militar da Paraíba, Astronadc Pereira de Moraes (sargento Pereira), ex-instrutor do Centro de Formação da PM, psicólogo e ativista político publicou artigo destacando a convocação para a formação dos profissionais da segurança pública, feita pela Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SEDS/PB)

O sargento defende que a formação precisa ser analisada, revisada e aperfeiçoada. 'É preciso uma atualização na formação pedagógica e curricular dessas pessoas que fazem a segurança pública da Paraíba e do Brasil".

Para ele, não houve uma preparação para o devido policiamento e proteção da sociedade durante as manifestações de junho," tanto é que em vários estados a polícia agiu claramente com truculência e de forma repressora".

Confira o artigo na íntegra:

Formação dos profissionais de segurança pública

O Diário Oficial do Estado da Paraíba (23/8) traz, na página 9, uma importante informação a respeito da valorização dos profissionais de segurança pública. A publicação da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SEDS), de número 189, diz o seguinte em sua ementa: "Convocação para formação da Comissão para analisar, revisar e aperfeiçoar a formação pedagógica e curricular dos profissionais de Segurança Pública do Estado da Paraíba".

Inegavelmente a formação dos profissionais de segurança tem sido motivo de criticas em todo o Brasil, principalmente pelos próprios profissionais de Segurança Pública. Os policiais apontam que a formação na Polícia Militar é muito militarizada e a convivência intramuros, nas academias de formação, é insuportável. Os agentes penitenciários têm uma formação insipiente. Na Paraíba, a formação dos agentes de segurança prisional é de 15 dias, seguida pela formação dos policiais civis que costuma ter um período muito curto.

No mês de maio deste ano representei o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) numa reunião com a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, onde tratei desse assunto. Na ocasião, coloquei a necessidade da revisão e aperfeiçoamento na formação pedagógica e curricular dos profissionais de segurança em todo país. Lembrei que esta tem sido uma das bandeiras de luta pela segurança pública na Paraíba.

Também participei de reunião com o CEDH e o Dr° Cláudio Coelho Lima, secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social (SEDS), ocasião em que enfatizamos a importância de uma melhor formação para os profissionais de segurança pública. Obtivemos a informação de que o Plano Estadual de Segurança, que está em faze de conclusão, já prevê esta proposta.

A formação dos profissionais precisa ser analisada, revisada e aperfeiçoada. É preciso uma atualização na formação pedagógica e curricular dessas pessoas que fazem a segurança pública da Paraíba e do Brasil. A polícia não estava preparada para o devido policiamento e proteção da sociedade durante as manifestações de junho, e que em vários estados a polícia agiu claramente com truculência e de forma repressora.

O primeiro passo para a democratização das PMs é modernizar os currículos das escolas de formação e ampliar o acesso dos policiais às universidades públicas. Uma formação policial cidadã aumenta a eficiência das intuições policiais, bem como o crédito da sociedade pela polícia. Na mesma medida, uma formação militarizada e com práticas violentas só aumenta o descrédito e a ineficiência da polícia, geralmente manifestadas em abordagens truculentas e em profissionais despreparados e desmotivados.

Precisamos superar o modelo dicotômico criado pelo regime militar. A formação precisa ser cidadã. O policial deve ser o pedagogo da segurança pública. É preciso reconhecer os bons serviços e as boas praticas desses profissionais com salários dignos e compatíveis; possibilitar ascendência nas carreiras dentro da polícia e carreira única. É preciso condições de trabalho e estrutura para se promover segurança pública de qualidade para todos e todas. 


João Pessoa, 27 de agosto/2013


Astronadc Pereira de Moraes
 


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