Astronadc Pereira, é policial militar, Psicologo e professor. Mais conhecido como Sargento Pereira.

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Um homem com sonhos e pé no chão com a certeza de que o amor e a felicidade é o combustível que nos nutri de esperanças e fé. Prefiro que não discutam comigo e sim com minhas ideias.
Paz, felicidades, saúde e fé.

Astronadc Pereira

domingo, 24 de julho de 2016

EXPLOSÕES E ROUBO A BANCOS DURANTE A MADRUGADA

EXPLOSÕES E ROUBO A BANCOS DURANTE A MADRUGADA_________Por que ocorre às explosões de banco na madrugada e e os policiais não conseguem dá uma resposta imediata no momento do roubo. 

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Astronadc Pereira de Moraes
Sargento da Polícia Militar da PB, é Psicólogo. E tem especialização em Criminologia e Psicologia Criminal. Atualmente trabalha no 5º BPM/PB. Contato (83) 98831 2855.

1. As ações da polícia precisam ser legítimas e para isso é preciso dotar os policiais com as condições necessárias dentro de um sistema legitimador e regulador.

2. O que leva os policiais a terem dúvidas e receio de como agir nas ocorrências policiais? Poderia sugerir: a inócua formação, treinamento e capacitação descontinuada existentes nas corporações, falta de normas gerais de ação, ausência de procedimentos operacional padrão policial em ocorrências, falta de seleção com perfil profissiográfico, inexistência de tecnologias e recursos humanos, carência dos meios para treinamento dos policiais, ausência de uma política de valorização policial, péssimos salários.

3. Desta forma os constantes confrontos, mortes de policiais e perseguições sofridas pelos agentes da Lei têm levado os policiais do Brasil a passarem a reclamar da falta de apoio e proteção do Estado e da sociedade. Sendo assim quando e como agir frente a criminalidade? Bandidagem que se utiliza de armas bélicas (Rifle de Assalto Kalashnikov AK-47, Sub metralhadora USE, Fuzil Cal. ponto .50 e até granadas), além de estratégias criminosas!

4. Além do mais um Estado autoritário contra os próprios policiais, que reivindicam mais direitos, mais condições, mais democracia dentro dos quarteis, mais participação na gestão da instituição, melhores condições de trabalho, mudanças na legislação castrense. Lembrando que parte das justiças militares e sua legislação se equivalem a um estado de exceção, onde os policiais militares deixam de ser vistos como sujeitos de direitos a luz da constituição, a nossa Carta magna.

5. Os constantes confrontos armados têm levado os policiais a se depararem com infinitas penalidades, tais como: As possibilidades de terem suas vidas ceifadas; a execração pública e continuada que o faz perder a energia para trabalhar e produzir na defesa da sociedade quando supostamente cometem erros, como se assim o fosse uma regra, e não o é; e a possível condenação na justiça, esperando o tribunal que o policial, antes morresse. Estes eventos tem tomado de refém até mesmos os mais insistentes policiais.

7. É fato, portanto, que temos um sistema corrupto, uma sociedade que insiste na cultura da violência, um Estado ausente e incompetente para construir a cultura de paz e dignidade, uma polícia com deficiências históricas gritantes, uma marginalidade social crescente e cada vez mais articulada territorialmente.

8. Ainda vivemos num Brasil, que pessoas, ao ser abordadas por agentes públicos, se rebelam e diz: “Sabe com quem você estar falando”? O cidadão precisa entender, de uma vez por todas, que a abordagem policial é um instrumento legal do Estado e necessária à cidadania. Naquele momento, o policial é o Estado, e deve ser respeitado. E deve ser a própria sociedade a aprovar e empoderar as ações legitimas da Polícia, cabendo às polícias errarem menos, para serem mais respeitadas.

9. No Brasil, são constantes as explosões em agências bancarias ou unidades financeiras, e ocorrem geralmente nos períodos noturnos, exatamente onde os poucos policiais que ficam na rua, se sentem sem apoio, enquanto todo sistema criminal “está dormindo”. Como enfrentar bandos armados com fuzis e armas com calibres bem superiores ao da Polícia? Em viaturas sem equipamentos, sem tecnologia, e com comunicação deficiente? O que espera a sociedade e o governo, que os policiais façam?

10. Inegavelmente o momento é de avalizar uma reação social, para uma política de estado na Segurança Pública, e não mais de governo. Em parte, a “operação Lava Jato” nos impõe a proposta de instrumentos regulatórios mais eficientes e pessoas mais corajosas, contra a corrupção, promovedora de violências e pobreza. Sendo assim, é preciso reformular conceitos culturais. É preciso a construção de uma política criminal séria, eficiente e eficaz. É preciso a unidade das forças policiais para uma reforma e modernização das policiais e de sua legislação. É Preciso coragem dos comandantes e dos gestores também. Uma polícia mais bem preparada e que possa atuar em áreas específicas de competências, e ofertando corresponsabilidades. A polícia, tal como se encontra, faz tudo e quase nada termina. O ciclo é constantemente quebrado e muito mal avaliado.

11. Esta situação de impotência das polícias é fruto de uma sociedade incapaz de fazer a limpeza na política e de verdadeiramente enfrentar as mazelas da corrupção, da criminalidade e da ausência de políticas públicas na educação transformadora, trabalho, cidadania e segurança. Num país que se comete 59.5 mil mortes violentas em único ano, neste caso em 2014, segundo o Mapa da Violência do Brasil, construído pelo IPEA, e o que dizer das mortes de policiais em detrimentos de suas profissões, fato este que revela bem a fragilidade da profissão e a omissão do Estado. 

12. A verdade é que
os policiais também estão sendo vítimas da violência e do preconceito violento. A meu ver a sociedade, as instituições policiais e os governos precisam construir uma “rede social, econômica e legal de proteção e valorização aos bons policiais”. Quando se mata um policial se mata toda uma sociedade, portanto, a justiça não pode ser violenta, muito menos ser ingênua. E os policiais precisam se “rebelar” de forma legítima contra as violências que estes sofrem a todo instante, sem terem a quem recorrer. Desta forma, fica claro que quem promove a insegurança no Brasil é o próprio Estado brasileiro.


Sargento PEREIRA.
PM/PB - JP. Face: sargento Pereira. 



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